segunda-feira, 14 de junho de 2010

1001 momentos das narrativas das 1001 noites

Segundo Ricardo Piglia, o autor de escrita oracular Jorge Luis Borges nunca mostrou muito interesse por mestres do romance, tais como Marcel Proust e Thomas Mann. Borges acreditava que o romance sendo alheio às formas orais não podia ser considerado como narrativa. Para o autor a arte de narrar estaria totalmente atrelada a ouvir um relato que se possa escrever e escrever um relato que se possa contar em voz alta.
Sua paixão pelas narrativas das mil e uma noites era notória, tanto que em 1977 Borges proferiu uma série de sete conferências no Teatro Coliseo de Buenos Aires, dedicando a terceira delas as Mil e Uma Noites. É fácil entender tal romance de Borges com tais narrativas, pois, ainda estou nas primeiras páginas e já estou completamente absorvido e enamorado pelas astúcias e peripécias narradas nesse livro maravilhoso, de temas tão variados e pertinentes.
Sexo, poder e honra como tríade básica na sustentação dos pilares que constituem essa gigantesca obra.
Durante a leitura, surgiu a ideia de apresentar aqui no Farol 1001 momentos destas narrativas em pequenos trechos. Espero dessa forma compartilhar meu imenso prazer em ler obra tão especial , acessível e necessária.

A tradução é de Mamede Mustafa Jarouche, que finalmente proporcionou ao público brasileiro uma tradução direto do árabe, repleta de notas e informações complementares que enriquecem ainda mais esta fantástica obra. Abaixo há o link para uma entrevista que o autor cedeu a editora Globo em 2007, que foi responsável pela caprichada edição: Clique aqui


Trechinho da trigésima noite, na qual o carregador tenta persuadir as deliciosas 3 jovens e uma delas lhe responde:

"Preserva sempre o segredo:
a ninguém o confies,
pois quem confia o segredo já o perdeu.
Se em teu peito não cabe o teu segredo,
como poderia ele caber no peito de um outro?
".

A imagem acima é do Pinball das 1001 noites, pertencente empresa de jogos eletrônicos Williams.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Confabulando o fabular, Vol.2

Estive navegando pelo mar da web em busca de uma tradução decente de uma das fábulas de La Fontaine, mas fiquei à deriva. Por sorte encontrei um site de um professor da UERJ, onde havia não apenas a tradução de algumas fábulas de Fedro, como também as versões originais e vários "COMENTÁRIOS LINGÜÍSTICOS, LITERÁRIOS, FILOSÓFICOS E ESTILÍSTICOS", conforme apontava o cabeçalho do site.
Bem, de qualquer forma, a fábula de hoje é atribuída a Esopo, apesar de ter visto algumas fábulas no tal site sobre Fedro, que também são atribuídas a Esopo... É isso mesmo, como havia falado no post anterior, essas fábulas fazem parte da tradição oral, então...
Enfim, vou continuar com o Esopo e com a tradução do mesmo Antônio Carlos Viana para esse 2º volume de confabulando o fabular:

O Negro

Um homem comprou um negro achando que sua cor
era resultado da falta de cuidado do seu amo anterior
Levou-o para casa, e lá, entregando-lhe todo o sabão que tinha,
mandou-o tomar um banho para tentar clareá-lo.
Mas não conseguiu modificar-lhe a cor e o único resultado
de tanto trabalho foi fazer o negro ficar doente.
Assim nascemos, assim ficamos.


Faroleando o fabular:

R.I.P. Michael

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"Pelas Caridade!!!"

O fluxograma, grade curricular ou ainda a estrutura curricular de minha graduação não mais existe, fiz parte de uma das últimas turmas com habilitação dupla (língua portuguesa e língua inglesa) do CCHLA da UFPB. Isso significou ter de passar 2 vezes pelo bendito estágio supervisionado. O de Língua Inglesa foi light e mais contemplativo. Já o de língua portuguesa demandava assumir a turma por um determinado período. Resolvi encarar numa boa e dedicar o último semestre do curso apenas para esse tal estágio. Foi a melhor decisão, pude me dedicar completamente e viver a experiência de forma completa.
O estágio ocorreu no IEP, aquela escola que fica ali na Camilo de Holanda, junto de várias outras, inclusive do Lyceu. Entre outras coisas, descobri que ela já tem mais de 100 anos. Como gosto do centro da cidade à tarde, foi a escolha obvia.
Turma e professora me receberam muito bem, mas devido a problemas com professores de Língua Portuguesa durante quase todo o ano, o conteúdo estava atrasado, e tive que adequar minha proposta que seria voltada à literatura e produção textual, às necessidades básicas da turma, que implorava por uma revisão de gramática (Oh my god!).
Como estávamos no final do ano, era o momento de concursos e vestibulares da vida. Numa das primeiras aulas uma aluna trouxe a proposta de redação do ENEM que havia sido anulado por fraude. Tive imediatamente um insight para trabalhar produção de texto e ainda usar um filme para sair da rotina. O tema girava em torno do idoso, como havia acabado de assistir o clássico do Neo-realismo italiano Umberto D, dirigido por Vittorio De Sica.
Comentei com a professora se tínhamos como viabilizar a idéia. Nas aulas seguintes sofremos um pouco para conseguir a TV e o DVD, mas tudo se arranjou e exibimos o filme. É no mínimo curioso ver a recepção de um filme (legendado) que não se encaixa no circuito dos blockbusters e que ainda foi fotografado em preto e branco.
Minha atividade consistia na produção textual de uma resenha crítica, já que outra professora havia solicitado uma resenha desse tipo para um dos eventos que havia ocorrido por lá. Na aula seguinte discutimos o filme e a recepção foi bem interessante para o que eu tinha em mente, uns gostaram, outros não. então pedi para expressarem seus motivos. Pronto... Estava ai o mote para a construção da tal resenha crítica e de minha aula.

(porque, por que, porquê ou por que?)

Não, eu não esqueci o título "esquisito" desse post. É que esse título ai se tornou algo engraçado na sala, pois num dos momentos de reiteração de algo que estava exemplificando ou solicitando um pouco de silêncio, que isso ai saiu bem espontâneo esse tal de "Pelas Caridade" sem concordância mesmo, pois onde eu vi, estava escrito assim.
Estava eu passando ali em frente ao Mangai e me deparei com esse aviso "desesperado" entre as réplicas em tamanho natural de duas reses:
"PELAS CARIDADE, NÃO SUBA NOS BOIS"
Isso ai ficou no meu inconsciente e saiu naturalmente na aula, (só a primeira parte... PELAS CARIDADE). É obvio que isso foi ouvido e gravado pelos alunos, ai já viu não?
Foi depois de receber as resenhas que tive vontade pela primeira vez de retomar as atividades de faroleiro, prometi que publicaria a melhor resenha por aqui. Com um pouco de atraso, confesso, mas no próximo post ela sai!
Dedico esse post a meus primeiros alunos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Confabulando o fabular

As fábulas de Esopo forneceram inspiração para escritores como Fedro e La Fontaine, que chegou a escrever um texto biográfico sobre o narrador grego. Tu, meu caro leitor, poderá reconhecer essas fábulas nos mais diversos recônditos, como por exemplo, numa música do Reginaldo Rossi, como é o caso d' A Raposa e as Uvas.

Consta em seus parcos dados biográficos que foi um escravo libertado de aparência estranha (ele era corcunda) e que viveu no século VI a. C. Seu último senhor se chamava Xanto. Esopo era um grande mestre nos domínios da arte de narrar. As estórias que lhe são atribuídas modelaram as bases da fábula como gênero literário.
Nessas estorietas os protagonistas eram em sua maioria animais, mas homens e deuses também eram retratados em algumas das narrativas. O final das estórias sempre reserva um caráter moral, educativo.
É bom lembrar que essas narrativas fazem parte da tradição oral, ou seja, não foi Esopo que as reuniu e escreveu. Vou tentar postar pelo menos uma de suas fábulas por semana aqui no Farol. A dessa semana é:

O Morcego e as Doninhas*

Um morcego havia caído no chão.
Veio uma doninha e o capturou.
Já ia matá-lo quando o morcego implorou:
-Deixa-me viver.
-Impossível -respondeu a doninha-, pois sou inimiga de todos os pássaros desde que nasci
-Eu não sou um pássaro disse o outro.
E a Doninha o deixou ir embora.
Pouco depois o morcego caiu de novo e foi pego por outra doninha.
-Não me comas -suplicou
A doninha disse:
Detesto ratos.
O morcego falou:
-Não sou um rato, sou um morcego.
Mais uma vez conseguiu se salvar.
Assim, mudando duas vezes de nome, escapou da morte. A cada perigo, uma nova feição.

*Existem diversas versões dessa fábula por ai, optei pela ótima tradução de Antônio Carlos Viana
editada pela L&PM na versão pocket. Essas edições de bolso da L&PM são as melhores nesse segmento e podem ser encontradas em diversos pontos de venda, tais como bancas de jornal e supermercados.


Faroleando o fabular:
Me parece que as doninhas o que tem "fofinhas" tem de "burrinhas". Ou então, como bem observou o primo Ariete A.K.A. Celobar:
"Rapaz, quem é meio cego é o morcego, mas acho que nessa fábula ai, as doninhas é que não enxergam muito bem."

A doninha acima é da raça black-footed (nigripes do Mustela). A imagem está hospedada no site North American Mammals.

sábado, 29 de maio de 2010

02 Anos Depois

Há exatamente dois anos era postado o "Bondelanche", que acabou ficando como o último texto que o Farol lançou luz.
Recordo bem aquele momento? Sei lá, mas era um tempo de tantas outras idéias e possíveis textos que por alguma boa razão deveriam sair da caverna e receber um pouco de luz. Mas aqueles primeiros meses de 2008 estavam recheados de novidades, que acabaram me afastando das atividades do Farol. O ano de 2009... Eita, aquele foi um ano bem mutante (acabei de dar play no Tecnicolor)...
Mudanças, mudanças, mudanças:
  • Residencial (traumática);
  • Saída do IESP (finalmente, já "fui" tarde...);
  • Fim de graduação (e tudo que isso acarreta)...
Todas elas merecem sim! A luz do Farol, e vamos tentar iluminar da melhor maneira possível, prometo!
Para fazer valer a promessa, a nova lâmpada do Farol desnudará primeiramente um dos momentos do final da graduação, mais precisamente o Estágio Supervisionado. É ele mesmo. =O
Aproveitei e joguei uma pintura nova nas paredes, troquei alguns refletores e a lâmpada que estava queimada. Pedi a ajuda de Wall-e, que foi muito agradável instalando um modelo bem potente.
Dedico essa "postagem" O.0 (não é a toa que abreviaram para "post") ao caro primo Matheus Ariete (vcs lembram do Ariete do He-man?): \0/ A.K.A. Celobar!
Que tanto me cobrou posts e se pronunciou de forma direta sobre o descaso com que vinha sendo tratado o Farol. Soube que ele procurou a rádio e até contatou o "Caso de Polícia," ambos sem sucesso. Recorreu ainda ao pessoal da Energisa, que disse não ter informações consistentes em relação ao (des) caso, e apesar de ser informação sigilosa, consentiu em confirmar que as contas daquele usuário felizmente estavam em dia.
Infelizmente não deu para nos encontramos hoje, dia do retorno ao Farol... Então ficou para uma próxima.
Logo abaixo um final alternativo. (Tá bem em voga esse lance do final alternativo, revistas com duas versões da capa da mesma edição).
PS. Achei o Ariete:
Eis o final alternativo:
Finalmente o crêtiiino veio me visitar, ele tá por aqui anotando em minhas mídias, pois sua letra é infinitamente melhor que a minha. Coitado, tem mais de 80 mídias para identificar! =O
Quem mandou não vir antes...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Bondelanche

Em uma de suas aulas de Língua Inglesa IV, o grande professor Michael trouxe-nos um nova palavra, interessantíssima, que não era originária do inglês, mas do Persa.

Descobri que "Serendipity" é uma palavra derivada de um antiquíssimo conto Persa e o "primeiro" uso escrito dessa palavra foi feito por Horace Walpole em 28 de Janeiro de 1754 numa carta ao amigo Horace Mann (depois falo sobre esse conto).

Serendipity também é o nome de um filme lançado em 2001, dirigido por Peter Chelsom, com John Cusack e Kate Beckinsale no elenco. Não vi, mas fica a dica.

A tal palava significa, de certa forma, um momento na vida. Aquele momento no qual uma pessoa encontra algo inesperado ou acontece alguma coisa inesperada, que, apesar de rolar assim, de repente, o tal momento se torna algo agradável.

Michael nos deu um exemplo bem "serendipytizeiro"... Ele adora bondes, bondes de todos os tipos. Num belo dia na praia do Seixas, sim, isso mesmo (se não me engano, segundo a foto "prova do serendipity", o alvo estava naquela área que tem uma espécie de estacionamento, vizinho a um grande bar) encontrava-se
estacionado um tal de "Bondelanche", o nome já diz tudo não? É isso que estais a pensar leitor, um bonde tipo Kombi que serve salgados, hambúrguer e outros gordurames afins.

Poderia ser um OVNI, um ET ou equivalente, que não causaria tanta surpresa ao nosso grande professor, devido ao fascínio que os habitantes de sua terra natal (EUA) nutrem pelos chamados "pratos que voam" por lá. (É só lembrar de filmes de Spielber e tantos outros relatos sobre E.Ts, Area 66, X-files etc.)

O Bondelanche era sim, um bonde original (que foi adaptado... É claro). E um dos favoritos de Mr. Michael, daqueles que circulavam na sua saudosa Kansas City, Kansas. Durante o Serendipity "carregado", tirou fotos, mas se bem me lembro, infelizmente não descobriu como aquele Bonde veio parar aqui. Depois ficou sabendo que o tal bonde, um bonde chamado bondelanche, foi parar no Valentina Figueiredo (aquele bairro logo depois de Mangabeira) e nunca mais foi visto.

Estive pensando... Será que o bondelanche se transformou naquele bonde bem novinho, exposto lá na Usina Cultural, na Epitácio Pessoa? Mistério dos Serendipitys.

Ops, ia narrar um que aconteceu comigo, e acabei viajando no Bondelanche. Fica para um próximo post.

Serendipity para todos.

(Revisão em: 08/06/2010)

sábado, 29 de março de 2008

Berserk

“Aquele que segue a alguém, não segue a ninguém, ele nada encontra, porque, na verdade, nada busca”.
(Montaigne - Ensaios)


Podemos encontrar nas palavras de Montaigne a premissa de Berserk, anime[1] baseado no mangá[2] homônimo de Kentaro Miura. A série de 25 capítulos faz apenas um recorte da estória que continua a ser publicada nos quadrinhos monocromáticos japoneses, lidos por aqui em ordem inversa[3].
A série foi exibida pela primeira vez em 1997, década na qual os animes evoluíram bastante em vários aspectos, Evangelion e Cowboy Bebop são ótimos exemplos disso.
Com um roteiro interessante e ambientação medieval, Berserk nos apresenta já no primeiro episódio informações valiosas para a compreensão de toda a série, que será apresentada em flashback nos episódios seguintes.
No centro da narrativa encontram-se três personagens: Gatts, um homem perturbado por suas lembranças, que tenta através de sua gigantesca espada exorcizar todo o mal proveniente de suas escolhas, ou na maioria das vezes, a falta delas. Seu caminho se cruza com o de Griffith, espécie de Talented Mr. Ripley em pleno medievo. Rapaz de rara beleza, que esconde assim como Dorian Gray um passado completamente amoral. Representa o Homem na busca da realização de seu sonho, custe o que custar. É exímio com a espada, e consegue se sobressair da maioria das situações de forma espetacular. Seu codinome poderia ser perfeitamente “ambição”. Entre eles está Caska, que vive sob a sombra gerada pelas asas do sonhador Griffith e seu Bando do Falcão.
Ela é entre os guerreiros do grupo a mais forte. Seus almejos serão perturbados pela inesperada entrada de Gatts. O calor que emana desse trio aquecerá toda a série. Não há economia nas imagens com sangue jorrando, banhando corpos e espadas, servindo alegoricamente como “argamassa e tijolo” para a construção da escada que levará Griffith ao designo almejado.
Somente Gatts poderá colocar em risco o ousado projeto. Gatts é o avesso de Griffith e os contrastes entre ambos acabam sugerindo um enlace, numa busca insana por se completarem.
Ao dominar completamente alguém com tanto poder e tantas diferenças, o líder do grupo falcão parece encontrar algo que foi deixado no caminho que seguiu guiado pelo seu insano sonho. Esse sentimento é tão intenso e primal, que contagiará todos os membros do grupo, e em seguida Caska, que se vê inicialmente ameaçada pelo fascínio que o tal guerreiro misterioso exerce sobre o homem que ela mais admira.
Por ser totalmente desprovido de moral, manipulador, oportunista e exercer fascinante mistério, Griffith manterá Gatts (num primeiro momento) sob seu total domínio.
A espada é o símbolo do estado militar e de sua virtude, a bravura, bem como de sua função, o poderio. O poderio tem um duplo aspecto: o destruidor, embora essa destruição possa aplicar-se contra a injustiça, a maleficência e a ignorância e, por causa disso, tornar-se positiva; e o construtor, pois estabelece e mantém a paz e a justiça, sendo força e poder, entre outros sentimentos que costumam emular prazer, manifestação mais pura de nossos instintos primais.
Há ainda o exercício da força sem a razão. Imposição sem condução. Domínio sem conciliação. Poder sem fraternidade. O tinir de ferros sem filosofia.
Gatts é a materialização disso. Corpulento e cheio de cicatrizes de suas batalhas, tanto internas quanto externas. Rude e arredio manipula com destreza sua grande espada – pesada e incrivelmente sedenta. O Ripley medieval é o perfeito oposto disso. Ele é esguio, possuidor de beleza pálida, pele fina e delicada compondo uma figura andrógina. Maneja uma espada leve e é paciente com o grupo, além de ser demagogo. Seus interesses são claros, no que se referem todas as coisas que andem de mãos dadas a conjurar com o signo sob o qual está o poder, custe o que custar. Seu destino estará para sempre entrelaçado ao de Gatts após um certo eclipse... Depois dos primeiros episódios a série adquire fluxo sangüíneo, em todos os sentidos. Imperdível.

Obrigado Leo!



[1] Costuma-se chamar de Anime, desenhos animados de produção japonesa, muito popular em vários países, inclusive no Brasil. Um dos primeiros sucessos em anime, " Astro Boy" está sendo atualmente publicado em mangá por aqui.
[2] É o gibi japonês. São vendidos aos milhares, sempre em papel jornal.
[3] Isso mesmo. - Hei! Não comece pelo final, os editores advertem no que seria a primeira página das histórias em quadrinhos no resto do mundo.